domingo, 17 de julho de 2016

Ana amava perdidamente e respeitava acima de tudo seu marido José. José tinha uma paixão louca e secreta  por Alfredo. Mas este queria mesmo era Ana.
José, desesperado, resolveu se livrar de Ana, pondo formicida em seu café.
Alfredo, desejando cada vez mais loucamente Ana, declarou-se a esta e, para disfarçando, presenteou Alfredo com uma garrafa de uísque no qual colocou uma quantidade mortal de arsênico.
Ana, irada com a ousadia de Alfredo, foi até seu apartamento e, sem que ele pudesse esboçar reação, acertou um tiro bem no meio de sua testa.
Foi para casa, jantou e tomou um café. Logo começou a se sentir mal e começou a vomitar. Enquanto isso, José a via se contorcer em dores enquanto tomava tranquilamente uma dose de uísque, daquele presenteado por Alfredo.
Nanci, esposa de Alfredo, não se conformando, num acesso de fúria matou os filhos e depois acabou com a própria vida.
Todos terminaram de um jeito que não esperavam :  nas manchetes, fazendo parte do cardápio de leitura daqueles que se alimentam do sangue que jorra das páginas líquidas dos jornais

-x-

 Sua vida levou exatos dez minutos.
No primeiro minuto, sentiu fome.
No segundo, roubou uma laranja na feira e saiu correndo.
No terceiro minuto, sua mãe morreu durante o parto de seu décimo irmão.
No quarto minuto, foi a vez de seu pai, baleado durante um assalto a padaria.
No quinto minuto ele foi reprovado pela terceira vez no quarto ano do primeiro grau.
No sexto minuto, ele desistiu de aprender a ler.
Ao sétimo minuto de sua curtíssima vida, ele fumou sua primeira pedra de crack.
No oitavo minuto ele estava dormindo na calçada de uma rua deserta, quanto tomou um surra.
Nono minuto, a semelhança de seu pai, foi baleado logo após bater uma carteira e sair correndo.
O décimo minuto foi incompleto, pois já nada sentia, nem ao menos o gosto das formigas que passeavam em sua boca.





Os três esperavam na esquina. Tinham entre 14 e 16 anos.
A qualquer momento o mensageiro iria passar levando uma valise cheia de dinheiro para a folha de pagamento da empresa. O contador deu o serviço. Era bico. Só atirar e pegar o dinheiro. Depois, pernas pra que vos quero?
Deu certo, apesar de ser errado. Mas só no começo. Um deles pensou - porque dividir se eu posso ficar com tudo. Só  separar o dinheiro do contador. Logo depois de matar o mensageiro, atirou num é noutro comparsa. Assim é  o pensamento criminoso, sem palavra, sem honra.
De nada adiantou, o contador pensou do mesmo jeito e ele ficou sem dinheiro e sem vida.

1 comentários:

Smareis disse...

Nossa, que loucura essa história, parece até um conto de vida real, você parece que gosta muito mesmo de suspense. Triste fato. Ninguém ficou com ninguém. Apenas os escarnecedores tiveram suas fatias.
O segundo conto: Triste sorte. Deus o livre, que destino infernal desse menino, quer dizer desse infeliz.
O terceiro conto, e bem a cabeça dos criminosos, todos eles pensa iguais. Só que dessa vez se deu mal.

Benno, você escreve seus contos com muita maestria, parece um profissional com muitos livros publicados. Escrever um conto não é tarefa fácil, tiro o chapéu pra seus escritos. Você é um ótimo contista. Se investir nesse projeto vai fazer sucesso.
A respeito do seu comentário não entendi muito. Você quer eu invente três tema pra você escrever um conto? Eu não tenho a mínima ideia, e de conto nada entendo, só leio rsrs. Bem mais:

-Montanha russa,
-A casa macabra,
-A ilha,
Isso foi o que veio na minha cabeça defasada pelo frio de hoje kkkk. Vou pensar em outro titulo durante a semana. Depois deixo aqui no comentário.
Bjs e continuação de boa semana!

Tem uma postagem por lá.

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