quinta-feira, 4 de dezembro de 2008



vivo mais quando rio
o rio caudaloso desse riso
que me leva
por lugares onde nunca estive
pois é sonho o riso
e o riso alucinação

o abraço escarlate
dos teus lábios
deixa manchas de baton
e cicatrizes no coração
assim de saudade eu morro
morre úmida a tarde lenta
em lentes embaçadas
vejo o Sol a se por
ponho a mão sobre a tua
imaginária mão
e tenho a súbita impressão
de que és minha
mas logo vejo que não
tudo é sonho e fantasia
só me resta então que eu ria
ou que chore em silêncio
meu sofrido coração

2 comentários:

A Itinerante - Neiva disse...

Benno,

Gostei muito de sua poesia, embora você ainda continue triste.

Ah... Que seria da poesia sem os amores impossíveis, as saudades e tudo isto que dói tanto tanto que rompe a inércia para tirar fora do peito os sentimentos através de palavras?

Beijo :D

romério rômulo disse...

benno:
vejo sua poesia a partir do blog da
mariza lourenço.um abraço.
romério

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