sábado, 29 de novembro de 2008




Tantas vezes as palavras me perseguem
outras tantas eu que em vão as persigo
a inspiração que surge às vezes do nada
se esconde quando dela eu mais preciso

pois se surge ao vento um verso de repente
a mão afoita agarra e a retém segura
mas a força da mão é traída pela mente
se na fraca memória depois a procura

quisera ter caneta e papel nestes momentos
pois o traçado de uma em outra perdura
pelo mesmo tempo que tento em inútil esforço
no mundo da poesia, da criação e da aventura

sou só mas o papel em branco é meu companheiro
assim como a o teclado ou a caneta e o tinteiro
pois as horas passageiras se passam num instante
nesta busca recorrente, inprofícua e desgastante


Benno Assmann

5 comentários:

Neiva disse...

Benno,

Achei que ficou bonito, mas sou meio suspeita para dizer. rsrs

É "As noites..." ou "Minhas noites..."? Tinha impressão de que era As, mas agora estou vendo Minhas. Vou mudar o título no banner e ainda hoje te dou outro com o título correto.

Quando voltar, também comentarei sua poesia, isto porque quero procurar uma poesia que gosto muito sobre o tema antes.

Beijos

Layla Lauar disse...

Eu sou o meu próprio papel em branco e só repito as histórias que a vida escreve em mim...

Gostei muito do poema.

Estou me despedindo Poeta, terça feira já bem longe das minhas montanhas e não sei quando volto.

Ficou muito bonito o banner que a Neiva fez procê..parabéns para ela.

um beijo e até um dia!

(ah entre em layout e clique em editar a navbar e troque pela bege, essa azul neste blog ficou muito feia)

A Itinerante - Neiva disse...

A idéia

De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cai de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?!

Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!

Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas do laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica

...

Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No mulambo da língua paralítica

........

Benno, foi esta poesia que a tua me lembrou. Embora em estilos diferentes, ambas falam sobre a dificuldade de se transpor a idéia para as palavras.

Gostei bastante da tua.

Beijos

A Itinerante - Neiva disse...

ah... esqueci de dizer o autor. É Augusto dos Anjos. Conhece?

Marina disse...

A inspiração é uma adolescente rebelde. Aparece quando a gente não espera e faz uma grande confusão na nossa cabeça. Depois foge de casa por um bom tempo. E a gente fica a procurar, esperar...

Abraço, Benno. Obrigada pelo apoio constante. Tive saudades suas.

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