quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Ariadne

Tuas pernas
labirinto
: nelas me perdi

teu sexo
absinto
: em que me verti

(ali eu fui todo
bocas e líquidos)

teus seios
: o vale
...
(que o verso aqui se cale)

era o fio de Ariadne
(teu coração
exsudava uma corrente indômita
que me arrastou)
e me levou
a tua boca

eis ,enfim a saída,
e, mirando teus olhos,
(que me olhavam cândidos)
por fim sorri

Há que se perder
antes de se encontrar

(intessante:
os parênteses,
que quase nunca lemos,
dizem o mais importante)

3 comentários:

Neiva disse...

Benno,

Tem um ritmo admirável. Lendo-o é como se fôssemos sendo levados pelos mesmos sentimentos teus de paixão, de delírio, de esquecimento de si no encantamento do outro.

Maravilhoso!

Beijos.

Neiva disse...

Amei o "Beijo que nunca te dei".

Vou deixar guardadinho. Queria ler mais coisas tuas. Deve ter muito guardado, então, se ficar sem inspiração para novos, faça-me este favor e vá postando os que perdi.

Beijos! :D

Marina disse...

Nada se perde nos seus textos, nem os parênteses. Li-os todos. Adorei tudo.

Abraço, Benno!

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