Ana amava perdidamente e respeitava acima de tudo seu marido José. José tinha uma paixão louca e secreta por Alfredo. Mas este queria mesmo era Ana.
José, desesperado, resolveu se livrar de Ana, pondo formicida em seu café.
Alfredo, desejando cada vez mais loucamente Ana, declarou-se a esta e, para disfarçando, presenteou Alfredo com uma garrafa de uísque no qual colocou uma quantidade mortal de arsênico.
Ana, irada com a ousadia de Alfredo, foi até seu apartamento e, sem que ele pudesse esboçar reação, acertou um tiro bem no meio de sua testa.
Foi para casa, jantou e tomou um café. Logo começou a se sentir mal e começou a vomitar. Enquanto isso, José a via se contorcer em dores enquanto tomava tranquilamente uma dose de uísque, daquele presenteado por Alfredo.
Nanci, esposa de Alfredo, não se conformando, num acesso de fúria matou os filhos e depois acabou com a própria vida.
Todos terminaram de um jeito que não esperavam : nas manchetes, fazendo parte do cardápio de leitura daqueles que se alimentam do sangue que jorra das páginas líquidas dos jornais
-x-
Sua vida levou exatos dez minutos.
No primeiro minuto, sentiu fome.
No segundo, roubou uma laranja na feira e saiu correndo.
No terceiro minuto, sua mãe morreu durante o parto de seu décimo irmão.
No quarto minuto, foi a vez de seu pai, baleado durante um assalto a padaria.
No quinto minuto ele foi reprovado pela terceira vez no quarto ano do primeiro grau.
No sexto minuto, ele desistiu de aprender a ler.
Ao sétimo minuto de sua curtíssima vida, ele fumou sua primeira pedra de crack.
No oitavo minuto ele estava dormindo na calçada de uma rua deserta, quanto tomou um surra.
Nono minuto, a semelhança de seu pai, foi baleado logo após bater uma carteira e sair correndo.
O décimo minuto foi incompleto, pois já nada sentia, nem ao menos o gosto das formigas que passeavam em sua boca.
Os três esperavam na esquina. Tinham entre 14 e 16 anos.
A qualquer momento o mensageiro iria passar levando uma valise cheia de dinheiro para a folha de pagamento da empresa. O contador deu o serviço. Era bico. Só atirar e pegar o dinheiro. Depois, pernas pra que vos quero?
Deu certo, apesar de ser errado. Mas só no começo. Um deles pensou - porque dividir se eu posso ficar com tudo. Só separar o dinheiro do contador. Logo depois de matar o mensageiro, atirou num é noutro comparsa. Assim é o pensamento criminoso, sem palavra, sem honra.
De nada adiantou, o contador pensou do mesmo jeito e ele ficou sem dinheiro e sem vida.
domingo, 17 de julho de 2016
sexta-feira, 8 de julho de 2016
-x-
só em teu corpo
a minha boca se cala
: mergulho
-x-
teus lábios
: ancoradouro
onde atracam-se
os meus
depois : buscar outros portos?
- x -
duas nuvens uma chuva
chora a manhã
com seus olhos de névoa
as saudades da noite
a Lua
pálida e medrosa
esconde-se no horizonte
o Sol
orgulhoso e reticente
despontando sobre o cume das montanhas
dita as regras do dia
agradecidas as flores
em sorrisos coloridos
o riacho risca em giz azul
a lousa verde da campina
-x- Incógnita
cinismo, catarse, tristeza ou alegria ?
vontadedemeestontearloucamente ?
em teus olhos dúbios
eis o x da questão
-x-
quem sou eu?
quem eu desejaria ser?
o que fazer para deixar de ser o que sou e ser o que desejaria?
eu preciso ser outro todo dia
outro dia é tudo que eu preciso
eu preciso ser ninguém
eu preciso ser alguém
eu preciso ser
eu preciso de alguém
eu não preciso de ninguém
só em teu corpo
a minha boca se cala
: mergulho
-x-
teus lábios
: ancoradouro
onde atracam-se
os meus
depois : buscar outros portos?
- x -
duas nuvens uma chuva
chora a manhã
com seus olhos de névoa
as saudades da noite
a Lua
pálida e medrosa
esconde-se no horizonte
o Sol
orgulhoso e reticente
despontando sobre o cume das montanhas
dita as regras do dia
agradecidas as flores
em sorrisos coloridos
o riacho risca em giz azul
a lousa verde da campina
-x- Incógnita
cinismo, catarse, tristeza ou alegria ?
vontadedemeestontearloucamente ?
em teus olhos dúbios
eis o x da questão
-x-
quem sou eu?
quem eu desejaria ser?
o que fazer para deixar de ser o que sou e ser o que desejaria?
eu preciso ser outro todo dia
outro dia é tudo que eu preciso
eu preciso ser ninguém
eu preciso ser alguém
eu preciso ser
eu preciso de alguém
eu não preciso de ninguém
quinta-feira, 7 de julho de 2016
Sua língua é como mil línguas quando passeia na minha
e então em braços múltiplos que meu corpo se aninha
os seus olhos são mil olhos nos meus
quando me vejo infinitamente repetido nos seus
multiplica-se o amor em mim quando me amas
se pérolas brilham nas lágrimas que derramas
és como a superfície multifacetada de um diamante
pois és as mil promessas que se faz ao seu amante
mil quilates repousam sobre meu peito
da pureza cristalina, indelével e sem defeito
e então em braços múltiplos que meu corpo se aninha
os seus olhos são mil olhos nos meus
quando me vejo infinitamente repetido nos seus
multiplica-se o amor em mim quando me amas
se pérolas brilham nas lágrimas que derramas
és como a superfície multifacetada de um diamante
pois és as mil promessas que se faz ao seu amante
mil quilates repousam sobre meu peito
da pureza cristalina, indelével e sem defeito
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