domingo, 22 de agosto de 2010

I - A mulher ideal

Amo a puta que existe
dentro de uma mulher
que faz de mim e dos outros
tudo aquilo que bem quer
e ao que os outros é abjeto
a mim é coisa que muito agrada
ser um homem-objeto
de uma moça safada
mas só para contradizer
amo também a outra parte
e tenho muito a dizer
se permitir minha arte
da mulher que me é submissa
que é decente e vai a missa
e faz tudo que eu quero
na cama e na cozinha
que sempre foi apenas minha
e por isso mesmo a venero
mas isso tudo é bem pouco
a poesia é imensa
e o poeta é um louco
que tudo diz sem ofensa
e tanta coisa adora inventar
que nada na vida lhe faz mal
por isso agora vou cantar
da mulher que a mim é igual
pois ela mais do que tudo
de qualquer maneira que seja
de paixão me deixa mudo
e está comigo pois me deseja
mais que tudo no mundo
e meu viver se torna fecundo
mas a mulher que mais amo
e da qual nunca reclamo
é aquela que resuma
todas aquelas em uma

II- Estranho

Não me chame
pelo meu nome
sou apenas um desconhecido
sem nome e sem coração
que invadiu tua noite
e incendiou o teu corpo

3 comentários:

mariza disse...

MARAVILHOSOS... em maiúsculas mesmo.
beijo, querido.

Ava disse...

Benno, que explosão de criatividade e inspiração é essa moço?

Sinto mais vida e paxião em seus escritos...

Beijos meus

layla lauar disse...

então que seja só sua..aquela que é todas em uma...

adorei, como sempre.

tantão de beijos

Postar um comentário