terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Corri para ver o cometa passar
mas o cometa não passou
nem o meu amor
nem ninguém
fiquei só
Com a Lua
 a noite e as estrelas
o vento agora
acaricia a cabeleira verde da montanha
adormeço nas areias mornas das dunas
tenho conchas por travesseiro
e por lençol a espuma de ondas recém arrebentadas
esperando o tempo passar
mas ele insiste em não passar
desliza enfim a Lua
sobre o tapete torquesa da noite
brinca de esconde esconde por trás
de erradias nuvens
sofro o percurso dos ponteiros da horas
já é outro tempo
e nunca chegas

2 comentários:

Rovênia disse...

Tempo sem pressa é a mais-valia que preciso! Nessa hora sem pressa a gente apreende o que realmente vale a pena. :) Abraço e feliz fim de ano!

Joaninha Musical disse...

Lindíssimo o teu poema!! Gostei bastante!! Fica com deus e até breve!!

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