O que é a inteligência? Dizem alguns que seria uma grande capacidade de memorizar. Dizem outros que a capacidade de raciocinar e resolver complicados problemas matemáticos. Mas, na verdade, a inteligência é a capacidade de se adaptar a qualquer situação de maneira a realizar o máximo possível de felicidade em si e nos outros. E há tantos gênios que foram infelizes.
Leituras :
Tenho buscado listas de melhores livros de todos os tempos e tentado ler o máximo possível. "Non multa sed multum," ditado latino que significa que não se deve ler muitas coisas, mas ler coisas muito importantes. As listas variam bastante, esta aqui é um exemplo até certo ponto muito bom, mas todas elas pecam de um ou outra forma, talvez até porque seria impossível relacionar adequadamente tudo que há de melhor. Mas, parte dos livros quase sempre aparece entre os melhores.
Nesta abaixo, boa parte aparece na maior parte das listas, mas faltam alguns que quase sempre aparecem no topo, tais como O Estrangeiro de Albert Camus que li recentemente, assim como Adeus às armas de Hemingway e Laraja Mecânica de Anthony Burgees, ambos também recentmente lidos. Estou lendo o Ulysses de James Joyce bastante difícil de digerir ao contrário de outros desta lista.
1 . In Search of Lost Time by Marcel Proust
Tenho o livro mas ainda não li.
2 . Ulysses by James Joyce
Estou lendo
3 . Don Quixote by Miguel de Cervantes
Li
4 . Moby Dick by Herman Melville
Li
5 . Hamlet by William Shakespeare
Li
6 . War and Peace by Leo Tolstoy
Li
7 . The Odyssey by Homer
Li apenas uma adaptação
8 . The Great Gatsby by F. Scott Fitzgerald
Li
9 . The Divine Comedy by Dante Alighieri
Li O inferno e O purgatório, mas não li o Paraíso
10 . Madame Bovary by Gustave Flaubert
Li
11 . The Brothers Karamazov by Fyodor Dostoyevsky
Li
12 . One Hundred Years of Solitude by Gabriel Garcia Marquez
Li
13 . The Adventures of Huckleberry Finn by Mark Twain
Li
14 . The Iliad by Homer
Li uma adaptação
15 . Lolita by Vladimir Nabokov
Não
16 . Anna Karenina by Leo Tolstoy
Li
17 . Crime and Punishment by Fyodor Dostoyevsky
Li
18 . Alice's Adventures in Wonderland by Lewis Carroll
Não
19 . The Sound and the Fury by William Faulkner
Não
20 . Pride and Prejudice by Jane Austen
Li
Pretendo completar esta lista (faltam apenas 5) e continuar com o restante da lista até 40.
Minhas leituras mais recentes :
1889 - Laurentino Gomes; O irmão alemão - Chico Buarque de Holanda; Escuridão Total sem Estrelas - Stephen King; Adeus ás armas - Heminghway; O estrangeiro - Albert Camus; A guerra do fim do mundo - Vargas Llosa; Comer, Rezar, Amar - Elizabeth Gilbert; A estepe - Anton Tchekhov;
Leituras atuais - Ulysses - James Joyce, Desespero - Stephen King;
Próximas leituras - Em busca do tempo perdido, Marcel Proust; Os Buddenbrooks - Thomas Mann.
-x-
Lá se vão os últimos silfos de uma derradeira sinfonia. Tolo arquiteto, indireto diapasão. O que nasce, um dia morre, disse um senhor pessimista, mas só pode morrer o que ainda vive, responde a senhorita cheia de vida. Vou colocando uma letra atrás da outra, procurando que se produza algum sentido, mas mas o temor contém a mão que treme, enquanto arfa e freme o peito. Admetus preferiu a vida do que o amor incondicional de Alceste, porém Medéia preferiu a morte dos filhos do que perda do amor de Jasão.
Cada dia que passa eu tenho mais certeza de que tudo se resume a uma grande dúvida. Os que tem certeza não passam de tolos. A dadivosa mãe do conhecimento sempre foi a Humildade. Por isso, luto e aguardo ansioso a derrota final dos arrogantes.
sexta-feira, 1 de julho de 2016
sábado, 25 de junho de 2016
Resta um de meus anos. Transformá-lo em cem ou em mil é o que me resta.
-x-
Cheira a flor o sabor de vida. A abelha traduz esperança, a criança que ainda há de mim.
E percebo a crista escarpada da serra, onde os ventos se encontram e conversam em mútuos pés-de-ouvido. De deleite em deleite, sigo através do dia, em cada canto um surpresa, em cada surpresa um momento escondido. Ora é a ave que rasante do mar se aproxima, ora é a nuvem fugaz das horas que ensombra o Sol por instantes. Tão lépida a ave e vasto o Sol, tão tênue a nuvem ante a escandalosa luz solar. Ao findar o dia, em um explosão colorida que, aos poucos, se transmuta em vinho e escuridão, eis que a noite nos traz novidades A água da chuva, pois a água é vida e a vida é a água. Antes as gotas foram um rio, um lago ou o mar, depois vapor, neblina ou nuvem, eis que agora retornam ao relento calmo de seu original elemento : o seio escuro e frio da terra. Hei de esperar, insone, as estrelas se libertarem e rodarem estonteadas pelo breu profundo e azulado do zênite, até o a alvorada desponte e tudo recomece em seu eterno ciclo.
-x-
Dela escapei, mas fez a volta pelo outro lado da quadra e me reencontrou na esquina. Só o mistério é que vem depois. Se é a escuridão ou luz, quem me dirá?
-x-
Amei-te como um louco, esqueci e depois recomecei a te amar, agora mais brando, mais calmo e maduro, nos céus etéreos da memória.
-x-
Cheira a flor o sabor de vida. A abelha traduz esperança, a criança que ainda há de mim.
E percebo a crista escarpada da serra, onde os ventos se encontram e conversam em mútuos pés-de-ouvido. De deleite em deleite, sigo através do dia, em cada canto um surpresa, em cada surpresa um momento escondido. Ora é a ave que rasante do mar se aproxima, ora é a nuvem fugaz das horas que ensombra o Sol por instantes. Tão lépida a ave e vasto o Sol, tão tênue a nuvem ante a escandalosa luz solar. Ao findar o dia, em um explosão colorida que, aos poucos, se transmuta em vinho e escuridão, eis que a noite nos traz novidades A água da chuva, pois a água é vida e a vida é a água. Antes as gotas foram um rio, um lago ou o mar, depois vapor, neblina ou nuvem, eis que agora retornam ao relento calmo de seu original elemento : o seio escuro e frio da terra. Hei de esperar, insone, as estrelas se libertarem e rodarem estonteadas pelo breu profundo e azulado do zênite, até o a alvorada desponte e tudo recomece em seu eterno ciclo.
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Dela escapei, mas fez a volta pelo outro lado da quadra e me reencontrou na esquina. Só o mistério é que vem depois. Se é a escuridão ou luz, quem me dirá?
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Amei-te como um louco, esqueci e depois recomecei a te amar, agora mais brando, mais calmo e maduro, nos céus etéreos da memória.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Interessante ver que até na melancolia há certa beleza e que o belo não necessariamente é o que é sempre feliz.
Os amores vão e vem, nascem, crescem e morrem. A felicidade se instala mas não é definitiva, pois a infelicidade sempre aparece para removê-la. Bom é saber lembrar quando se deve e esquecer quando é preciso, tendo sempre no peito uma mistura equilibrada por um coração estouvado, contido pela mais pura e cristalina razão.
Aí se tem um coração pronto para se apaixonar, ir ao céu e voltar, cair como uma estrela cadente, mas não se estilhaçar em mil pedaços, pois sente a dor da queda, se levanta, sacode a poeira e está sempre pronto para amar, ser feliz e novamente se decepcionar.
Bom mesmo é olhar para o passado e lembrar do que se viveu mais intensamente. O resto, foi apenas o resto.
Os amores vão e vem, nascem, crescem e morrem. A felicidade se instala mas não é definitiva, pois a infelicidade sempre aparece para removê-la. Bom é saber lembrar quando se deve e esquecer quando é preciso, tendo sempre no peito uma mistura equilibrada por um coração estouvado, contido pela mais pura e cristalina razão.
Aí se tem um coração pronto para se apaixonar, ir ao céu e voltar, cair como uma estrela cadente, mas não se estilhaçar em mil pedaços, pois sente a dor da queda, se levanta, sacode a poeira e está sempre pronto para amar, ser feliz e novamente se decepcionar.
Bom mesmo é olhar para o passado e lembrar do que se viveu mais intensamente. O resto, foi apenas o resto.
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