quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Em uma caverna, em plena idade média, três bruxas discutiam suas mais novas poções. Elas evocaram as forças sobrenaturais para que agissem conforme suas vontades e começaram a disputa.
Elinora foi a primeira: 
- Minha poção é feita com escamas de couro de crocodilo, uma pitada de teria de aranha, três pedacinhos de unha de cavalo, uma mecha de cabelo de bebê e dois olhos azuis femininos, mistura tudo e deixa ferver no caldeirão. Serve para picada de mosquito, coceira no dedão e pulga.
- hahahahaha! foi sua terrível e sinistra gargalhada, E a sua poção, como é.
Agora, era a vez de Narda: 
- A minha é bem simples. Ferve leite de magnésia e derrete, aos poucos, cubos gelados de sangue de canário. Depois, basta um pitadinha de de gelatina de ovo de serpente e a mistura explode, espalhando uma fumaça verde e fagulhas cor de rosa. É lindo demais. Mas não serve para nada, só para assustar -hihihihihihihi, Riu-se a beça. - E você, Dindalina? O que tem para mostrar desta vez?
- Puxa. Estou sem graça (Dindalina era uma bruxinha nova, inexperiente, tinha lindos olhos e mechas douradas lhe caiam sobre as bochechas). Minhas poções são tão sem graça perto das suas... Sou tão inexperiente.
Mas mesmo assim, tenho este creme que fiz para manter minha cutis macia e delicada. Querem provar.
Elinora e Narda, que eram horrorosas, feias enrugadas e tinham o rosto cheio de verrugas cabeludas, correram apressadas e espalharam o creme no rosto.
Subiu uma fumaça e elas se transformaram em poeira que um vento leve soprou pela janela.
Dindalina, saiu cantando, saltitante e feliz e se embrenhou no ventre negro da floresta.

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