sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

o passar das ondas
pelas pedras redondas
que ao longo da costa se estendem

apagam as pegadas
nas areias marcadas

pelos amantes que não mais se entendem

(mas sempre restam as memórias
do que foi e do que virá)

o amor quando acaba
em meio a tantas emoções

não deixa vestígios pelo caminho
apenas nos corações

eu andava assim
com o olhar perdido no horizonte
e não vi o amor passar
é assim distraído que deixo a vida
por entre as mãos escoar
e ai daqueles que prestam atenção
no passar do vento
e sentem o tempo por eles passar



quero acordar um dia
e de nada mais disso lembrar
viver a vida de novo
romper a casca antiga do ovo
e novamente amar
como se nunca a tivesse vivido
como se nunca tivesse amado
como se nunca tivesse nascido
como se nunca tivesse morrido

o verso que componho
é sempre o primeiro verso
eterno principiante que sou





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