tudo morreu em mim
meus sonhos
meus desejos
só restou
a vida
sempre igual
---------------x-------------------
tudo pode
mas não pode
a regra é proibir
tem-se a liberdade
de se fazer o que se manda
que liberdade é essa
em que não se é livre
para se fazer algo diferente
mas apenas para se fazer o de sempre
santa mesmice!
--------------x---------------
Sabe um daqueles lindos cofrinhos que o baixo cós da calça das moças deixam entrever?
Pois eu entrevi e não pude pegar!
guardei o desejo do cofrinho no cofre das coisas impossíveis e lembrei da canção do Chico:
"Eu vejo as pernas de louça da moça que passa e eu não posso pegar
tô me guardando pra quando o carnaval chegar
há muito tempo desejo seu beijo molhado de maracujá
tô me guardando pra quando o carnaval chegar!"
mas o carnaval nunca chega...
----------------------------x--------------------------
dor, oh dor! (Dr Smith)
é PVC, a porcaria da velhice chegando.
-x-x-x-x-x-x-x-x-
- Sonolento -
durmo para sonhar contigo
- Herético -
só creio em tua boca
- Rebelde -
meu coração não me pertence
- Anárquicos -
enfeitiçado, perdi o controle de mãos e olhos ... hipnotizados, eles apenas te seguem e nada mais
- Revel -
condenado a sua ausência sem oportunidade de defesa
-Ravel-
... e seu bolero, brincando, reinventando o mesmo tema, como a paixão que nunca se cansa de reinventar os olhos da amada.
- Sombrio -
tua falta enche de sombras meu semblante
- ávido -
de alguma coisa que não sei muito bem o que é
- selvagem -
a selva em que mergulho é tua bravia mata
-x-x-x-x-
Coisas antigas
Grandezas Relativas
As coisas são como são. Nada é ruim ou bom, grande ou pequeno, admirável ou desprezível.
Os grandes homens são grandes apenas porque nós andamos todos de joelhos. Se nos levantássemos, seriamos tão grandes ou tão pequenos quanto os maiorais. Portanto, quando se deparar com uma grande personalidade, uma pessoa no alto de seu pedestal de dignidade e orgulho, não se considere menor, pois nele há o mesmo tanto de humanidade que há em você.
Não chame ninguém de ilustríssimo, pois ninguém é tão ilustre que mereça tal superlativo, ainda mais que tal palavra tem sido indiscriminadamente usada inclusive para se dirigir a pessoas que bem pouca ou até nenhuma ilustração possuem. Aliás, superlativos quase sempre são mentirosos, pois há bem poucas coisas no mundo que excedam e mereçam essa deferência. A dignidade e a honra são coisas que se perdem, mas que jamais se conquistam. Por isso, não chame um reitor de magnífico ou um juiz de excelente. Se é magniífico ser reitor ou excelente ser juiz, os termos reitor e juiz já encerram em si toda a magnificência, excelência, respeito e admiração que a nobreza desses cargos merecem. Então, seria perfeito usar as expressões Sr. Juiz e Sr. Reitor, assim como Sr. Advogado, Sr. Médico ou mesmo Sr. Engenheiro. Por exatidão e merecimento, apenas doutores são doutores. Porém, mesmo eles, aqueles que submeteram sua Tese à uma banca examinadora de doutoramento e foram aprovados, para honrarem seu merecimento, pois a ciência e o verdadeiro conhecimento tem como base uma atitude humilde (pois adimite sempre serem questionados), a abnegação e a pura vontade de investigar, descobrir e conhecer, não deveriam exigir o tratamento de Doutor.
“As coisas, em si mesmas, não são grandes nem pequenas, e quando nós consideramos que o universo é vasto, trata-se de uma idéia meramente humana“ (Anatole France). O universo é tão imenso e tão minúsculo quanto o universo pode ser. Ser grande é ser tão pequeno quanto possível, é ser tão grande quanto se pode chegar a ser. Uma coisa dada, que é do jeito que é, não pode ser de mais ou de menos. O universo simplesmente é do tamanho que é, não podendo mesmo se supor que ele pudesse ser menor ou maior do que isto.
O tempo, por exemplo, nunca falta ou sobra. Nem demora a passar, nem passa rápido demais. Ele simplesmente flui do jeito que sempre fluiu. Seria impossível haver mais tempo no tempo do que possui o tempo, nem menos. Tolo é quem tanto reclama da falta de tempo, pois o tempo nunca ha de faltar.Talvez assumamos atribuições demais ou mesmo que nos desvencilhemos delas com muito vagar. Mas nunca se trata de falta tempo, pois o tempo é que é dado e não nossas atribuições.
O clima nunca é bom ou ruim e não se sabe o que seria do mundo se não houvessem as intempéries. Basta atentar para o fato de que, num lugar em que chove muito, dá-se o nome de bom tempo ao dia ensolarado, mas no alto sertão o dia chuvoso é que é bonito. Se não houvesse o calor que nos faz suar, como se sopraria vida nas plantas e nos animais se é ele que insufla energia nos seres vivos? As chuvas, se não fossem, não seriam regadas as florestas nem seriam úmidos os charcos. O clima simplesmente é! Não adianta nos irritarmos com ele ou com as coisas da Natureza nem com as coisas que não poderiam não ser.
Até o tsunami é do jeito que é. Não se trata de castigo, mas de acaso. A natureza é indiferente às nossas dores. Os terremotos mais avassaladores são resultado do tectonismo, o movimento de placas da crosta terrestre. Que seria da Terra se não se movimentassem estas placas? Há um exemplo de planeta que sofre deste mal, a falta de tecnonismo de placas: Vênus. Bastante semelhante à Terra nos demais aspectos, Vênus, por não ter movimento de placas em sua crosta, é um verdadeiro inferno. Inviável existir vida ali, pois, por falta de flexibilidade da crosta, a pressão do magma se eleva a ponto da superfície explodir numa quantidade enorme de vulcões em constante erupção, jogando gases tóxicos e elevando a temperatura da atmosfera a ponto de nenhuma vida conhecida poder suportar num perene efeito estufa, pois evaporaria instantaneamente se nela entrasse. E lá não há nada para se punir.
Tudo isto é como é. Entretanto, não devemos nos acomodar, mas, sim, nos concentrar no que pode ser mudado e não no que não pode ser mudado. Ao invés de maldizer o tempo, poderíamos estar fazendo alguém deixar a dor e levá-lo ao riso. Poderíamos concentrar nossas energias no que pode ser mudado. Agir para ajudar a transformar o mundo e não querer que as coisas imutáveis sejam diferentes. Não ser como o rebelde, que se revolta com a lei da gravidade por não lhe permitir voar, mas ser como o inventor que inventa o avião com princípios que se baseiam nesta mesma imutável lei da natureza, pois o vôo real se baseia na queda.
Os grandes homens são grandes apenas porque nós andamos todos de joelhos. Se nos levantássemos, seriamos tão grandes ou tão pequenos quanto os maiorais. Portanto, quando se deparar com uma grande personalidade, uma pessoa no alto de seu pedestal de dignidade e orgulho, não se considere menor, pois nele há o mesmo tanto de humanidade que há em você.
Não chame ninguém de ilustríssimo, pois ninguém é tão ilustre que mereça tal superlativo, ainda mais que tal palavra tem sido indiscriminadamente usada inclusive para se dirigir a pessoas que bem pouca ou até nenhuma ilustração possuem. Aliás, superlativos quase sempre são mentirosos, pois há bem poucas coisas no mundo que excedam e mereçam essa deferência. A dignidade e a honra são coisas que se perdem, mas que jamais se conquistam. Por isso, não chame um reitor de magnífico ou um juiz de excelente. Se é magniífico ser reitor ou excelente ser juiz, os termos reitor e juiz já encerram em si toda a magnificência, excelência, respeito e admiração que a nobreza desses cargos merecem. Então, seria perfeito usar as expressões Sr. Juiz e Sr. Reitor, assim como Sr. Advogado, Sr. Médico ou mesmo Sr. Engenheiro. Por exatidão e merecimento, apenas doutores são doutores. Porém, mesmo eles, aqueles que submeteram sua Tese à uma banca examinadora de doutoramento e foram aprovados, para honrarem seu merecimento, pois a ciência e o verdadeiro conhecimento tem como base uma atitude humilde (pois adimite sempre serem questionados), a abnegação e a pura vontade de investigar, descobrir e conhecer, não deveriam exigir o tratamento de Doutor.
“As coisas, em si mesmas, não são grandes nem pequenas, e quando nós consideramos que o universo é vasto, trata-se de uma idéia meramente humana“ (Anatole France). O universo é tão imenso e tão minúsculo quanto o universo pode ser. Ser grande é ser tão pequeno quanto possível, é ser tão grande quanto se pode chegar a ser. Uma coisa dada, que é do jeito que é, não pode ser de mais ou de menos. O universo simplesmente é do tamanho que é, não podendo mesmo se supor que ele pudesse ser menor ou maior do que isto.
O tempo, por exemplo, nunca falta ou sobra. Nem demora a passar, nem passa rápido demais. Ele simplesmente flui do jeito que sempre fluiu. Seria impossível haver mais tempo no tempo do que possui o tempo, nem menos. Tolo é quem tanto reclama da falta de tempo, pois o tempo nunca ha de faltar.Talvez assumamos atribuições demais ou mesmo que nos desvencilhemos delas com muito vagar. Mas nunca se trata de falta tempo, pois o tempo é que é dado e não nossas atribuições.
O clima nunca é bom ou ruim e não se sabe o que seria do mundo se não houvessem as intempéries. Basta atentar para o fato de que, num lugar em que chove muito, dá-se o nome de bom tempo ao dia ensolarado, mas no alto sertão o dia chuvoso é que é bonito. Se não houvesse o calor que nos faz suar, como se sopraria vida nas plantas e nos animais se é ele que insufla energia nos seres vivos? As chuvas, se não fossem, não seriam regadas as florestas nem seriam úmidos os charcos. O clima simplesmente é! Não adianta nos irritarmos com ele ou com as coisas da Natureza nem com as coisas que não poderiam não ser.
Até o tsunami é do jeito que é. Não se trata de castigo, mas de acaso. A natureza é indiferente às nossas dores. Os terremotos mais avassaladores são resultado do tectonismo, o movimento de placas da crosta terrestre. Que seria da Terra se não se movimentassem estas placas? Há um exemplo de planeta que sofre deste mal, a falta de tecnonismo de placas: Vênus. Bastante semelhante à Terra nos demais aspectos, Vênus, por não ter movimento de placas em sua crosta, é um verdadeiro inferno. Inviável existir vida ali, pois, por falta de flexibilidade da crosta, a pressão do magma se eleva a ponto da superfície explodir numa quantidade enorme de vulcões em constante erupção, jogando gases tóxicos e elevando a temperatura da atmosfera a ponto de nenhuma vida conhecida poder suportar num perene efeito estufa, pois evaporaria instantaneamente se nela entrasse. E lá não há nada para se punir.
Tudo isto é como é. Entretanto, não devemos nos acomodar, mas, sim, nos concentrar no que pode ser mudado e não no que não pode ser mudado. Ao invés de maldizer o tempo, poderíamos estar fazendo alguém deixar a dor e levá-lo ao riso. Poderíamos concentrar nossas energias no que pode ser mudado. Agir para ajudar a transformar o mundo e não querer que as coisas imutáveis sejam diferentes. Não ser como o rebelde, que se revolta com a lei da gravidade por não lhe permitir voar, mas ser como o inventor que inventa o avião com princípios que se baseiam nesta mesma imutável lei da natureza, pois o vôo real se baseia na queda.
Frágil vontade
Ordenei a meu coração
que abandonasse a lembrança de teu vulto
mas quis o coração, rebelde
retornar sempre tua imagem aos meus sonhos
Quis que teus beijos
se apagassem dos meus lábios
mas o coração, negou meus reclames
e teu beijo parece cada vez mais doce
Quis negar teus olhos
rejeitar teu semblante
mas o olhos marejados
insistem em te ver todas noites nos sonhos
Quis me afastar da tua presença
abandonar os teus dias
mas meus passos vacilantes
insistem teimosamente em te perseguir
Ordenei ao coração que calasse
mas seu grito ecoou cada vez mais forte
na minha alma, no pensamento
nos meus ouvidos
Ao ponto de desistir para sempre de te esquecer


10 comentários:
Vivemos uma vida com liberdade condicional...podemos tudo...mas o tudo tem tantas condicionantes que no fim não temos quase nada...e nos repetimos, numa mesma vida.
A do cofrinho foi ótima.
abraço
Tudo é tão relativo que estão relativizando a dor, a alegria, a honestidade, a ética...e assim vamos vivendo.
Olá Benno! Gostei dos textos de hoje, poemas repletos de amor, alguns de solidão. O primeiro poema me encantou, singelo e imenso em si! Adorei também a citação de Dr Smith, grande ternura antiga, infância querida! Um beijo e Feliz Natal para você e os seus!
Nem sei mais quais adjetivos usar para elogiar a sua poesia, o seu talento...
como sempre, amei por demais a leitura Poeta.
beijos de admiração
Olá Ilustríssimo Sr. Engenheiro, (me deixe brincar)
Não vou comentar, porque eu gosto de tudo o que vem de você, do que você faz.
Amei, babei de deleite com a sua poesia. O adoro.
FELIZ NATAL E BOM ANO NOVO.
Beijos de luz natalina.
Amo a sua capacidade de fugir aos elogios.
De todas as palavras do meu vocábulario ou de todo o dicionário que eu me recorde prá te definir, se resume no que sempre te digo: és o melhor prá mim!!!
Te desejo um 2012 de boas venturas...
Que 2012 seja O ANO DO BENNO.
Que a esperaça e o símbolo da vida celebrados no natal, dure por todos os dias, trazendo mais amor e mais saúde prá sua vida.
Que O menino Jesus o abençoe grandemente, sempre.
E que o bom velhinho te dê todos os presentes do universo em forma de sentimentos e felicidade, preenchendo sua vida com poesia, para que você continue enchendo a nossa de alegria e reflexão.
Boas festas!!
Feliz Natal!!
E o todo o meu carinho à você.
Obrigada, por tudo!!
Beijos, chéri.
Pois é!... Ser Humano é ser tanto de muito quanto de nada ou pouca coisa do que se é ou não é, em reconhecimento do verdadeiro valor de cada um, sem mais nem menos!... Nada que um empurrãozinho não resolva!...
feliz Natal
Abraço
Benno,
Desejos de um feliz Natal e um ano novo próspero na realização dos teus desejos.
Beijos
Benno, vim retribuir os votos de natal e o carinho de sempre, obrigada!
Depois dessas festanças venho ler-te como mereces!
Um beijo grande!
;)
Será que temos mesmo liberdade? Somos presos a convenções,regras,blá,blá.... a liberdade me parece uma utopia muitas vezes.
Reclamo do tempo sempre, mesmo sabendo que ele flui como sempre e nada mudará...
Feliz Natal...
Bjos!
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